Ana Catarina e Ricardo - 29 de Maio

A Igreja de Nossa Senhora da Luz, na freguesia de Carnide, em Lisboa, foi o templo escolhido pela Ana Catarina e pelo Ricardo para o grande dia da união da vida deles.
Do antigo Santuário, mandado construir pela infanta Dona Maria no século XVI, resta hoje apenas a capela-mor e o transepto. O terramoto de 1755 atingiu profundamente o vasto templo e demais dependências que nunca mais voltaram a ser reconstruídos. O que restava da grandiosa fachada foi totalmente destruído em 1833 e só em 1870 foi construída a actual e consolidada a ilharga sul. Os restauros do interior, iniciados em 1890, permitiram ainda conservar a parte mais importante do templo. As obras de restauro foram orientadas pelo arquitecto Valentim José Correia.
Da primitiva capela, construída pela população em 1463/64, já nada resta. De remodelações posteriores da ermida da luz preservam-se vestígios manuelinos no arco que emoldura a fonte de mergulho e nos azulejos hispano-árabes da escadaria de acesso.São testemunhos arqueológicos notáveis, encravados hoje no corpo da Igreja Sul, a nível inferior ao actual pavimento e cujo acesso se faz a partir do exterior. A Igreja projectada por Jerónimo de Ruão em 1575 e terminada em 1596, era um vasto templo maneirista de influência italiana, com fachada monumental de dois pisos rematada por balaustrada corrida e sem torres. A entrada de três portas quadradas por grossas pilastras era sobrepujada por três janelas rectangulares altas e bem rasgadas. Contígua à ala norte da fachada, desenvolvia-se o grande edifício com três pisos, rasgados por pilastras monumentais desde a base até à cimalha.
O altar-mor conserva ainda os baixos relevos em jaspe com figurações alegóricas. O grande retábulo maneirista, pintado em 1590 por Francisco Venegas e Diogo Teixeira, é uma obra italianizante de grande erudição e contribuiu para introduzir e divulgar um novo tipo de composição de retábulos maneiristas em Portugal. As diversas pinturas, de temática religiosa, apresentam cenas da vida da Virgem e de Cristo e numa delas figura a donatária. A capela-mor e o túmulo da Infanta Dona Maria, em campa rasa epigrafada, foram classificados monumentos nacionais, respectivamente em 1910 e 1923.
A partir de 1918, a Igreja, reintegrada na sua expressão actual, passou a sede da paróquia de Carnide, em substituição da de S. Lourenço. As ruínas das antigas dependências foram parcialmente demolidas, permitindo a formação de um pequeno adro.

Para a Ana Catarina e Ricardo, desejamos muitas felicidades!!!

Igreja do Bonfim - 22 Maio - Rita e Miguel

A norte do Parque do Bonfim em Setúbal, encontra-se a Ermida, inicialmente da invocação do Anjo da Guarda, onde passou, mais tarde a ter por oração Jesus Cristo sob invocação do Senhor do Bonfim. Este foi o local perfeito escolhido pelos noivos Rita e Miguel, para a cerimónia do seu casamento.

É uma construção do século XVII, de uma só nave, de paredes revestidas com azulejos da época Joanina, representando cenas do Antigo e Novo Testamento, e boa talha dourada da segunda metade do século XVIII no altar-mor.
A imagem de Cristo Crucificado, segundo a tradição, foi encontrada por uma mulher, entre pedaços de madeira que vieram ter à praia provenientes de algum navio naufragado.

Desde muito cedo o Senhor do Bonfim foi alvo de grande devoção e «convocava» antigamente inumeráveis romeiros de diversas e distintas terras, e ainda hoje convoca ,mas em menor número.
Essa grande devoção levou um capitão-de-mar-e-guerra - Teodósio Rodrigues Faria -, ao ser nomeado para o Brasil, a encomendar uma imagem semelhante à da nossa Ermida que levou para S.Salvador da Baía em 1745, e mandou colocar na Capela da Nossa Senhora da Penha de França de Apagipe de Baixo. No entanto, como a afluência dos fiéis era cada vez maior, organizou uma irmandade que construiu uma igreja própria no alto do Bonfim,em 1754, e que constitui o mais famoso de todos os santuários populares do Brasil.
Reza a história que esta imagem de Cristo foi encontrada por pescadores a boiar no mar perto de Setúbal.

Rita e Miguel, sejam muito felizes por muitos e muitos anos, são os votos do Ensemble FazMúsica!

16 Maio - Casamento da Sandra e Bruno

E, depois de no passado dia 15 termos estado na Quinta da Penha Longa, eis que... voltamos de novo no dia 16 para mais uma cerimónia de casamento, desta feita da Sandra e do Bruno. A cerimónia religiosa com missa contou com o seguinte alinhamento musical:

Entrada do Noivo - Cannon, Pachelbel
Entrada da Noiva - Marcha Nupcial, Mendelssohn
Aleluia - Haendel
Benção e Entrega das Alianças - Avé Maria, Schubert
Sanctus de Schubert
Abraço de Paz - Viva la Vida, Cold Play
Comunhão - Arioso, Bach
Assinaturas - Le Rejouissance, Haendel
Saída dos Noivos - Hornpipe, Haendel

Sandra e Bruno, desejamos muitas felicidades e que a vida lhes sorria, plena de felicidade e muito amor!

15 Maio - Penha Longa, Sintra

No passado dia 15 de Maio de 2010, regressámos à Quinta da Penha Longa, em Sintra, para a cerimónia de casamento da Ana e do Filipe, e o baptizado do pequeno Miguel.

A Quinta da Penha Longa é, por si só, um lugar histórico relevante, por nela se ter construído o primeiro convento da Ordem de S. Jerónimo em Portugal, datando de 1355, sendo da responsabilidade de Frei Vasco Martins. Já nos séc. XV e XVI, este era o refúgio preferido da família real portuguesa nos meses mais quentes do ano. Duas intempéries - as cheias de 1621 e o terramoto de 1755 - levaram a que se restaurassem as edificações desta propriedade. Quando as ordens religiosas foram extintas, em 1834, o convento foi vendido a particulares, sendo o seu segundo proprietário o conde de Penha Longa, Sebastião Pinto Leite, também Visconde de Gandarinha.Durante mais de 600 anos, várias foram as transformações que a Penha Longa sofreu e muitos os edifícios e elementos arquitectónicos nela cons-truídos, tais como o Palácio, a Igreja de Nossa Senhora da Saúde, a Fonte das Lágrimas, a Fonte de S. Gonçalo e o Palácio do Marquês de Angeja.

Após a cerimónia de casamento e baptismo, deslocamo-nos até à zona dos jardins e piscina, para levar a nossa música até ao cocktail que se desenrolou até à entrada para o jantar. Miguel, Ana e Filipe sejam muito felizes, são os votos do Ensemble FazMúsica.

13 Maio - Igreja de Santo António, Lisboa

A Igreja de Santo António é um dos marcos religiosos da cidade de Lisboa, por se encontrar no local onde se diz ter vivido Santo António, de seu nome Fernando de Bulhão, o Santo Popular padroeiro de Lisboa, existindo também anexo, um Museu que celebra o Santo. Foi nesta igreja carregada de história que se realizou o casamento da Raquel e do Luís, no dia 13 de Maio de 2010.
O Templo é caracterizado pela sua fachada com elementos Barrocos, Rococós e Neoclássicos, apresentando uma única nave com cobertura em abóbada de berço, tendo no mármore o seu elemento primordial. Encontra-se ainda enriquecida com pinturas do conceituado Pedro Alexandrino, ricos azulejos do século XVIII e grades neo-medievais.

O actual templo foi edificado entre 1767 e 1787, após os grandes danos que o templo anterior sofreu com o grande terramoto de 1755, de acordo com o projecto do muito conceituado Arquitecto Mateus Vicente de Oliveira. Hoje em dia do templo original resta apenas a cripta, com entrada pela sacristia.
Diz-se que a reconstrução foi possível devido a um do peditório realizado pelas crianças em honra a Santo António, provindo desde aí a tradição popular da “esmolinha para o Santo António”. O chão da Igreja encontra-se coberto de moedas, em alusão às “esmolinhas de Santo António” e nas paredes estão expostas mensagens de fiéis.

A Igreja de Santo António está classificada como Monumento Nacional, e é popularmente famosa, também, pelos muitos arranjos de flores deixados pelos noivos no dia do casamento, de modo a abençoá-lo.
Raquel e Luís que sejam felizes por muitos e muitos anos, são os votos do Ensemble FazMúsica!

24 Abril - Casamento da Maria João e Luís, e Baptizado do Duarte

Igreja Nossa Senhora da Penha de França
A Igreja da Penha de França e o convento com o mesmo nome, concluídos em 1598 e 1635, respectivamente, são obra do arquitecto Teodósio de Frias. Ambos foram destruídos pelo terramoto de 1755 e posteriormente restaurados com a ajuda do Marquês de Marialva e outros devotos, como lembra a placa colocada à saída do templo. Da freguesia situada na colina com 110 metros de altura, a mais alta das sete colinas de Lisboa, avista-se meia-cidade, num ângulo que se estende do Castelo de São Jorge ao Alto de São João.

Foi edificada no então Cabeço de Alperche, hoje Alto da Penha de França, e actualmente possui no seu altar-mor a imagem de Nossa Senhora da Penha de França e, num dos lados, uma reprodução da antiga ermida. No outro extremo do altar está uma figura representando um homem adormecido com o famoso “Lagarto da Penha” que, reza a lenda, o salvou milagrosamente de um ataque de uma cobra.
Foi neste magnifico local, que no passado dia 24 de Abril de 2010, se desenrolou a cerimónia de casamento da Maria João e do Luís, e o baptizado do pequeno Duarte, que contou com a seguinte sequência musical:

Entrada do noivo e do Duarte – Can You Feel the Love Tonight, Elton John
Entrada da noiva – Arioso, Bach
Aleluia – Mozart
Alianças – Ária , Bach
Deslocação para a Pia Baptismal – Jesu, Joy of Man's Desiring, Bach
Após o Baptismo – Gabriel’s Oboe, Ennio Morricone
Assinaturas – Aladino, Tema do filme
Saída noivos – She, Elvis Costello

Maria João e Luís, desejamos muitas felicidades e muita saúde, para verem crescer o rebento do vosso amor, Duarte, durante muitos e longos anos, são os votos do Ensemble FazMúsica.

17 Abril - Igreja de São Silvestre, Gradil

A Igreja Matriz de São Silvestre do Gradil (Imóvel de Interesse Público), voltou a acolher a nossa música, para brindar o Luis e a Isabel na sua cerimónia de casamento, que se realizou no passado dia 17 de Abril de 2010. A sequência musical escolhida pelos noivos foi:

Entrada da noiva: Canon, Pachelbel
Aleluia Gregoriano
Benção e entrega das Alianças: Avé Maria, Schubert
Santo: Sanctus, Schubert
Abraço da Paz: Jesu, Joy of Man's Desiring, Bach
Comunhão: Ária de Bach
Assinaturas: Nella Fantasia, Ennio Morricone
Saída dos Noivos: Marcha Nupcial, Mendelsshon

Datas importantes da Igreja do Gradil: durante o século XVII, sofreu a edificação ou reedificação do núcleo base do edifício actual (ainda que certos pormenores revelem uma construção eventualmente do século anterior) e aplicação do revestimento azulejar da nave, do tipo tapete; em 1760 dá-se a reedificação da igreja, provavelmente na sequência dos danos causados pelo terramoto de 1755; em 1801 é inaugurado o órgão do coro-alto, contruido e tocado por António Xavier Machado e Cerveira, o seu órgão n.º 59 e em 1897 marca a data da colocação de um novo sino, que persiste até aos dias de hoje.

Para a Isabel e Luis, votos sinceros de uma vida repleta de harmonia aliada à felicidade. Sejam muito felizes.

20 de Março de 2010

No primeiro casamento do ano de 2010, deslocamo-nos à Igreja de São Pedro em Alcântara, situada na freguesia portuguesa de Alcântara, no concelho de Lisboa, mais precisamente na Calçada da Tapada.

Esta igreja paroquial, foi o palco escolhido pelo nosso primeiro par de noivos de 2010, Ana Filipa e Pedro, e foi erigida em 1782, e apresenta traços muito semelhantes à Basílica da Estrela, embora de dimensões mais reduzidas.

São Pedro de Alcântara, de nome verdadeiro Juan de Garabito y Vilela de Sanabria (Alcántara, Extremadura, 1499 — Arenas de San Pedro, Castela e Leão, 18 de Outubro de 1562) foi um frade franciscano espanhol.


Nasceu no seio de uma família nobre. Estudou Direito na Universidade de Salamanca, mas abandonou os estudos e tomou uma vida religiosa em 1515 no convento de São Francisco de los Majarretes, perto de Valência de Alcântara, onde toma o nome de frade Pedro de Alcântara.
Viajou até Portugal para reformar uma das Províncias Franciscanas da altura. Estabeleceu-se na Serra da Arrábida, no século XVI, sendo bastante apreciado pelo rei D. João III. Fundou uma série de mosteiros para os chamados Arrábidos (ou Capuchos, noutras zonas do país). Escreveu toda a regra da comunidade em Azeitão. Mais tarde os Arrábidos foram colocados no Convento de Mafra por D. João V. Acabaram por ser expulsos quando da implantação do Liberalismo e foram reintegrados na Ordem Franciscana. Foi beatificado pelo papa Gregório XV em 1622 e canonizado por Clemente IX em 1669.

Para a Ana Filipa e Pedro, votos sinceros de muitas felicidades.